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03/07/2012 - Cientistas identificam potencial tratamento contra câncer de pâncreas

Pesquisadores americanos analisaram genes de animais e seres humanos.
Tumor é um dos mais letais, por ser rápido, silencioso e de difícil detecção.

Pesquisadores americanos detectaram um potencial tratamento contra o câncer de pâncreas, um dos tipos mais letais de tumor em seres humanos, por ser de difícil detecção e evoluir de maneira rápida e silenciosa.

Os resultados do trabalho feito no Centro de Câncer do Hospital Geral de Massachusetts aparecem publicados na revista "Nature" desta semana e podem ajudar contra o tipo metastático da doença, ou seja, quando ela já está em estágio avançado e pode atingir outros órgãos.

O pâncreas é uma glândula que ajuda na digestão e no metabolismo do corpo, produzindo hormônios como a insulina, responsável por quebrar as moléculas de açúcar e aproveitá-las como energia nos tecidos muscular e gorduroso.

Os cientistas usaram um aparelho de microchip para analisar os genes das células tumorais na corrente sanguínea de camundongos e humanos. Foi encontrado um aumento da expressão do gene WNT2, da família dos oncogenes, ou seja, que podem causar câncer.

Os pesquisadores testaram vários agentes para frear a atividade das moléculas no WNT2 e descobriram que a inibição da proteína TGF-beta quinase ativada (TAK1) preveniu contra metástases do pâncreas. Essa mesma proteína atuaria em alguns tipos de câncer colorretal.

Segundo o principal autor da pesquisa, Daniel Haber, o trabalho é o primeiro a mostrar que, ao avaliar células de câncer pancreático em animais e homens, é possível "dissecar" esses genes e identificar os mecanismos que lhes permitem sobreviver na circulação.

Também foi identificado um meio para reduzir o potencial de metástase, o que é extremamente importante para controlar esse tipo de tumor.

De acordo com os cientistas, mais estudos são necessários para entender os caminhos envolvidos em todo esse processo, e a esperança é de que inibidores de TAK1 sejam desenvolvidos para testes clínicos em seres humanos.

Fonte: Bem-estar

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