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13/06/2012 - Pré-diabetes também deve ser tratado

O risco da doença cai pela metade para os tratados ainda na fase pré-diabética, em que estão apenas propensos a desenvolver a doença.

O risco de apresentar diabetes do tipo 2 cai pela metade para indivíduos tratados ainda na fase pré-diabética, em que estão mais propensos a desenvolver a doença.

Essa é a conclusão de um estudo divulgado pela revista científica The Lancet e apresentado no 72º Encontro Científico da Associação Americana de Diabetes, nos EUA, que termina nesta terça-feira (12).

"Esse resultado reforça uma mudança no padrão de atendimento para o tratamento precoce e agressivo de redução de glicose em pacientes com risco de diabetes", disse uma das autoras do estudo, a médica Leigh Perreault, da Universidade do Colorado, nos EUA.

 

Os especialistas brasileiros concordam: o pré-diabetes deveria ser tratado com mais rigor. Um indivíduo é considerado pré-diabético no Brasil quando sua taxa de glicose no sangue está ligeiramente alta, entre 100 e 125 mg/dl, mas ainda não se encontra tão elevada quanto no caso dos diabéticos. A taxa ideal é de até 90 mg/dl.

"A alta incidência nacional do pré-diabetes reforça a necessidade de controle da glicemia", afirmou o endocrinologista Balduino Tschiedel, presidente da SBD. Ele lembra que todo paciente com diabetes do tipo 2 passou pelo quadro de pré-diabetes.

Na pesquisa norte-americana, os 1.990 pré-diabéticos analisados foram divididos em três grupos: o primeiro recebeu remédios, o segundo ingeriu placebo e o terceiro alterou hábitos alimentares e passou a se exercitar – foi a equipe 3, que promoveu mudanças comportamentais, a que obteve os melhores resultados no controle da glicemia. Esses participantes tiveram uma redução de 56% na taxa de açúcar no sangue, e com isso, diminuíram o risco de desenvolver diabetes nos sete anos seguintes.

Histórico familiar, excesso de peso, sedentarismo e pressão alta são alguns indícios de que o organismo pode estar com dificuldades "para quebrar as moléculas de glicose", lembrou Tschiedel.

"O perigo é que o pré-diabetes já é um fator de risco para doenças cardiovasculares."

fonte: IG

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