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13/03/2012 - Pacientes com enxaqueca têm problemas também no trabalho

Justificativa para se ausentar do emprego nem sempre é bem aceita.
Crises podem durar dias e vir acompanhadas de mal estar.

Náuseas, indisposição e dor lancinante são apenas uma parte dos problemas que os portadores de enxaqueca crônica precisam enfrentar. Além dos terríveis sintomas da doença, muitos ainda passam por situações embaraçosas na hora de justificar a ausência no emprego ou em eventos importantes.

"Já aconteceu de eu ligar na empresa em que eu trabalhava para avisar que não poderia ir e, no dia seguinte, as pessoas ficarem perguntando se eu estava melhor, com um tom de voz de quem não acreditou muito na história", diz a administradora Gláucia Camargo.

O médico neurologista André Simis lembra que a enxaqueca não se resume à dor de cabeça e, por isso, é considerada uma doença incapacitante. "Ela pode vir acompanhada de vômitos, lentificação do pensamento, falta de concentração, formigamentos pelo corpo, aversão à luz e a sons. É uma doença que causa grande indisposição", explica.

As crises, segundo ele, podem durar de três horas a três dias, e ainda podem se estender por mais um ou dois dias de maneira menos intensa. "Minhas enxaquecas duram, normalmente, uns cinco dias, e acontecem uma vez por mês. Já precisei tomar injeção várias vezes e perdi muitos dias de trabalho", relata a enfermeira Renata Packer, que sofre com a doença desde os 11 anos de idade.

O problema é tão comum que alguns países chegam a calcular o prejuízo que a falta dessas pessoas causa. "Nos Estados Unidos estima-se que o impacto econômico desse tipo de cefaleia atinja US$ 17 bilhões", afirma Simis.

O que é
A enxaqueca é uma forma de cefaleia - ou dor de cabeça - que ocorre em pessoas predispostas geneticamente e que depende de fatores desencadeantes para ter início. "Não está totalmente esclarecido a forma como isso ocorre, mas sabemos que a enxaqueca é uma doença do cérebro e que, após determinado estímulo, há uma alteração do fluxo sanguíneo cerebral e da atividade elétrica, além de um desequilíbrio dos neurotransmissores, que leva a uma resposta inflamatória, causando a dor", diz o neurologista.

Por causa dos fatores genéticos, é comum ver famílias inteiras portadoras da doença. "Eu tenho enxaqueca desde os 12 anos e meu irmão, desde os 10. Minha mãe sempre sofreu com isso e nós herdamos dela", afirma Thamy Garcia, de 22 anos.

De acordo com Simis, os fatores desencadeantes podem ser de diversas naturezas. "Café, chocolate, frutas cítricas, álcool e muitos outros alimentos podem ser o gatilho para as crises, assim como odores diversos, jejum prolongado, privação ou excesso de sono, stress, ansiedade e, em mulheres, a menstruação e a pílula anticoncepcional", enumera o médico.

Tratamento
Se engana quem pensa que tomar analgésicos é o caminho correto para combater as dores de cabeça. Segundo especialistas, se tomado com muita frequência, esse tipo de medicamento pode, inclusive, agravar o quadro do paciente. "Um dos principais fatores que fazem piorar a dor é o abuso de analgésicos. Se a pessoa começar a apresentar dores de cabeça constantes, mais de duas vezes por semana, toda semana, essa pessoa deve procurar um neurologista para fazer um tratamento de prevenção das crises e evitar o uso de analgésicos comuns", recomenda Simis.

Em alguns casos, porém, encontrar uma solução é difícil. "Tomei remédios com acompanhamento médico por um ano, além de fazer tratamento a laser e acupuntura por seis meses. Deixei de comer coisas que pudessem desencadear, mas nada resolveu", conta Renata Packer.

Segundo especialistas, mais de 150 tipos de cefaleia são conhecidos atualmente e só um profissional capacitado pode classificar a dor e indicar o tratamento de forma adequada.

fonte: g1.com

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