Newsletter

Nome:
E-mail:

Notícias

04/03/2013 - Médicos anunciam cura funcional do HIV em bebê nos Estados Unidos

O vírus ainda se apresenta em quantidades mínimas no sangue do menino, nascido em 2010, mas é indetectável por testes laboratoriais.

Médicos anunciaram no domingo que um bebê foi curado da infecção pelo vírus HIV pela primeira vez. A notícia, divulgada pelo jornal The New York Times pode levar ao desenvolvimento de tratamentos mais agressivos contra o vírus em recém-nascidos, causando grande redução no número de crianças convivendo com a AIDS.

A criança, nascida na área rural do Estado americano do Mississipi, foi tratada com drogas antirretrovirais depois de 30 horas de seu nascimento, procedimento que não é normalmente adotado. Se estudos futuros comprovarem que o método funciona com outros bebês, certamente mudará o tratamento de recém-nascidos infectados em todo o mundo. A ONU estima que há mais de 3 milhões de crianças vivendo com HIV no mundo.

Caso a notícia seja confirmada, o bebê do Mississipi seria apenas o segundo caso documentado de uma cura no mundo. O primeiro caso de alguém curado do HIV foi Timothy Brown, conhecido como o "paciente de Berlim", homem de meia idade com leucemia que recebeu um transplante de medula de um doador geneticamente resistente ao vírus.

A mãe da criança chegou a um hospital na área rural em 2010, já em trabalho de parto, e deu à luz prematuramente. Ela não havia feito exames pré-natal e não sabia que era portadora do HIV. Quando um exame mostrou que a mãe poderia estar infectada, o hospital transferiu o bebê para o Centro Médico da Universidade do Mississipi, onde chegou com cerca de 30 horas de vida.

Em entrevista ao New York Times, a Hannah B. Gay, médica professora de pediatria, conta que pediu duas amostras de sangue com uma hora de intervalo para testar a presença o HIV no RNA e no DNA do bebê. Os testes detectaram 20 mil cópias do vírus por milímetro de sangue, índice baixo para bebês.

Hannah medicou a criança com três drogas usadas para tratamento, não para a profilaxia, sem esperar os exames que confirmariam a infecção. Os níveis do vírus diminuíram rapidamente com o tratamento, e ficaram indetectáveis quando o bebê completou um mês de vida. Assim foi até que a criança completasse 18 meses, quando a mãe parou de levá-la ao hospital.

Quando a mãe e a criança voltaram, cinco meses depois, Hannah esperava encontrar alta carga viral no sangue do bebê, mas os testes vieram negativos. Suspeitando de erro nos exames, ela pediu mais testes.

— Para minha surpresa, todos voltaram negativos — disse.

Depois de mais pesquisa, uma quantidade quase insignificante de material genético viral foi encontrado, mas sem vírus que pudesse se replicar, mesmo que dormente nos chamados "reservatórios" do corpo. Qualificou-se assim uma cura funcional da infecção, de acordo com os médicos.

Há casos de bebês que eliminaram o vírus, mesmo sem tratamento. A transmissão do HIV de mãe para filho é rara — especialistas dizem que, nos Estados Unidos, o número de contaminações não chega a 200 por ano, uma vez que mães infectadas são geralmente tratadas durante a gravidez.

fonte: Zero Hora

Laboratório Grams Perini - Todos os direitos reservados

Fone: (51) 3653-3555