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27/01/2012 - Colesterol elevado é ameaça silenciosa

Existem algumas doenças que, quando chegam, causam estardalhaço com desconforto, dor e outros sinais. Mas há um grupo de doenças que chega de mansinho, sem avisar, e, quando diagnosticado, o prejuízo à saúde pode ser grande demais. O colesterol elevado é uma dessas doenças silenciosas que podem, aos poucos, levar a consequências cardiovasculares mais graves que, segundo dados do Ministério da Saúde, são responsáveis por 33% dos óbitos no Brasil. Isso representa 350 mil mortes por ano, cerca de mil por dia. Estar de olho no colesterol, portanto, é evitar que algo mais grave se manifeste.

“O colesterol é um tipo de gordura comum no organismo e desempenha algumas funções importantes como compositor de membranas e hormônios. O problema é quando o colesterol está acima dos níveis estabelecidos”, justifica Suzele Souza, nutricionista do Hapvida. E para quem não entende porque existe a diferença entre o tal colesterol bom e o ruim, ela explica:

“LDL e HDL são lipoproteínas que transportam o colesterol. A diferença entre eles está na densidade dessas gorduras. O LDL é considerado ruim por ter uma densidade baixa, que pode se acumular no interior das paredes das artérias que alimentam o coração e o cérebro e, juntamente com outras substâncias, formar uma placa espessa e dura. Este depósito pode estreitar as artérias e torná-las menos flexíveis”, detalha. “O HDL é uma lipoproteína de alta densidade e transporta o colesterol do corpo para o fígado para ser então metabolizado, porém em níveis elevados também representa risco”.

Reduzir as taxas do colesterol significa, na prática, uma mudança de hábitos, que inclui alimentação balanceada e atividades físicas. Evitar carne vermelha, embutidos, amanteigados, doces, queijos amarelos e frituras não é tão difícil assim quando substituídos por assados, produtos ligth e integrais. Dessa forma, pode-se evitar o uso de medicamentos como as estatinas, que combatem o aumento do colesterol ruim (o LDL) diminuindo a fabricação do colesterol pelo próprio organismo.

“Para manter os níveis de colesterol adequados é necessário ter hábitos regulares na prática de atividades físicas, além de uma alimentação equilibrada consumindo alimentos ricos em fibras. Neste sentido é interessante aproveitar integralmente as frutas, consumindo-as com as cascas e bagaços. Quando possível, também consumir diariamente hortaliças, leite e derivados de leite na forma desnatada, evitar frituras e dar preferência a carnes magras”, enumera a nutricionista. E, por incrível que pareça, o consumo de gordura também está liberado nesta dieta. Mas não qualquer tipo. “Também é bom consumir gorduras insaturadas, consideradas boas por aumentar o HDL e diminuir o LDL. Este tipo de gordura boa é encontrado no azeite de oliva, castanhas, óleo de canola, linhaça, abacate e determinados peixes, como salmão, truta, cavala e atum”.

 Fonte: Diário do Pará

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