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21/11/2012 - OMS: 75% das mortes de bebês prematuros são evitáveis

Segundo órgão, 750.000 óbitos de bebês que nascem antes da 37ª semana de gestação poderiam ser prevenidos com medidas de baixo ou nenhum custo.

Anualmente, um milhão de bebês prematuros — ou seja, antes da 37ª semana de gestação — morrem em todo o mundo. Desses óbitos, ao menos 750.000 poderiam ser evitados com intervenções simples e de baixo (ou nenhum) custo, informou nesta sexta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o órgão, são medidas como injeções de esteroides nas gestantes e o incentivo do contato pele a pele entre mãe e criança, hábito que mantém o bebê aquecido e facilita a amamentação. Esses dados foram divulgados pelo órgão por ocasião do Dia Mundial da Prematuridade, que acontece neste sábado.

O nascimento prematuro é a principal causa da morte de bebês em suas quatro primeiras semanas de vida e a segunda causa de morte, depois da pneumonia, em crianças com menos de cinco anos. De acordo com Elizabeth Mason, diretora do Departamento de Saúde Materna, de Recém-nascidos, de Crianças e de Adolescentes da OMS, um nascimento prematuro também por levar a criança a sofrer de "deficiências físicas, neurológicas ou educacionais durante a vida."

Uma em cada dez crianças nasce antes das 37 semanas de gestação. São 15 milhões de nascimentos prematuros todos os anos no mundo, dentre os quais mais de 60% acontecem na África e no Sul da Ásia e apenas 9% ocorrem nos países mais ricos, segundo a OMS. Apesar disso, o Brasil e os Estados Unidos estão entre os dez países com mais casos de partos prematuros no mundo, em números absolutos

Intervenções de baixo custo — Em nota divulgada no site oficial, a OMS listou três intervenções de baixo custo que não são frequentemente aplicadas, mas são capazes de garantir a saúde do bebê prematuro. A primeira delas são as injeções de esteroides que, quando dadas às gestantes durante o trabalho de parto prematuro, ajudam a acelerar o desenvolvimento dos pulmões dos bebês e evitar que eles sofram de insuficiência respiratória ao nascer. De acordo com o órgão, cada injeção custa um dólar nos Estados Unidos.

Outra intervenção citada pela OMS é a técnica que permite que a mãe carregue o seu bebê junto a seu peito, com o contato pele a pele, a fim de manter a criança aquecida e facilitar a amamentação. "Manter bebês prematuros aquecidos é especialmente importante porque os seus corpos, pequenos, perdem calor rapidamente, tornando-os altamente vulneráveis a infecções, doenças e morte", informou o órgão. A terceira medida é o uso de antibióticos básicos para tratar infecções no bebê, como a amoxicilina para pneumonia, por exemplo.

Fonte: Veja

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