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07/11/2012 - Ponte de safena é melhor do que cirurgia menos invasiva para diabéticos

Estudo internacional concluiu que o procedimento reduz o risco de mortalidade e a incidência de eventos como infarto.

As cirurgias cardíacas de ‘bypass’, como a ponte de safena, surtem melhores resultados em pacientes diabéticos que têm doença coronariana do que procedimentos menos invasivos, como a angioplastia. Essa é a conclusão de um estudo apresentado neste domingo no encontro anual da Associação Americana do Coração, em Los Angeles, e publicado nesta segunda-feira no periódico The New England Journal of Medicine.

Essa pesquisa foi desenvolvida por 140 instituições ao redor do mundo, inclusive por uma brasileira: o Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). O Incor, cujos trabalhos foram coordenados pelo cardiologista Whady Hueb, foi o centro que incluiu o maior número de participantes (200). Ao todo, o estudo, coordenado por Valentin Fuster, da Faculdade de Medicina Mount Sinai, nos Estados Unidos, envolveu 1.900 pacientes com idade média de 63 anos. Todos apresentavam tanto diabetes quanto doença coronariana.

Procedimentos — Parte desses participantes foi submetida à cirurgia de ponte de safena. Operações como essa requerem procedimento com o coração aberto para criar um desvio ao redor de uma artéria obstruída usando uma veia tirada de outra parte do corpo do paciente. O restante dos pacientes passou por uma angioplastia. No estudo, o tipo de angioplastia feita foi a intervenção coronariana percutânea (ICP), que implica uma pequena incisão para colocar um balão, um 'stent' ou tubo através da artéria obstruída para desbloqueá-la.

Após acompanhar os pacientes por entre dois e cinco anos, os pesquisadores observaram que o grupo submetido à cirurgia mais invasiva, em comparação com os indivíduos que passaram pela angioplastia, apresentou menor número de mortes por causas diversas (10,9% contra 16,3%) e menos problemas cardíacos (7% contra 11%). Eles também sofreram menos infartos (6% contra 13,9%) e necessitaram menos de novas intervenções cirúrgicas ou de angioplastias (4,8% contra 12,6%).

No entanto, a cirurgia de ponte de safena acarretou um maior número de derrames cerebrais em comparação com a angioplastia (5,2% contra 2,4%). Mesmo assim, para Fuster, as vantagens do tratamento mais invasivo foram “marcantes e podem alterar as recomendações de tratamento para as milhares de pessoas que sofrem tanto de diabetes quanto de doenças cardíacas.”

Sobrevivência — Em março deste ano, um estudo americano apresentado na 61ª conferência da Escola Americana de Cardiologia (ACC, sigla em inglês), em Chicago, indicou que cirurgias cardíacas de 'bypass', como a ponte de safena, aumentam as chances de um paciente sobreviver em longo prazo em comparação com procedimentos menos invasivos, como a angioplastia. A pesquisa foi feita com quase 200.000 pacientes e em 644 hospitais dos Estados Unidos. À época, os responsáveis pelo trabalho afirmaram que, apesar dos resultados mostrarem que a cirurgia mais invasiva surte melhores efeitos, ainda não era possível afirmar que o procedimento é o mais adequado para todos os casos.

Fonte: Veja

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