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10/10/2012 - Cientistas querem tratar infertilidade feminina com células-tronco

O método ainda está longe do uso em humanos, mas pode um dia tornar possível criar óvulos funcionais para mulheres que não conseguem produzi-los.

Um grupo de cientistas japoneses descobriu um tratamento alternativo para agumas formas de infertilidade feminina ao utilizar células-tronco para criar óvulos úteis em cobaias vivas, segundo estudo publicado esta quinta-feira na revista Science.

Embora o método ainda esteja longe de seu possível uso em humanos, é significativo por superar um dos principais desafios da medicina reprodutiva: como fabricar óvulos funcionais para mulheres que não conseguem produzi-los sozinhas ou até fazer com que as mulheres não se preocupassem mais com o "relógio biológico. Os óvulos, a partir dos 35 anos de idade, aproximadamente, acumulam mutações que podem gerar problemas nos fetos. Com a possibilidade de criar óvulos novos quando fosse necessário, essa preocupação desaparecia.

O estudo parte de uma pesquisa realizada no ano passado pelos mesmos cientistas em que conseguiram transformar células-tronco em espermatozoides úteis.

Os cientistas da Universidade de Kyoto fizeram pequenos ajustes em alguns genes de células-tronco embrionárias e pluripotentes e as tornaram algo muito parecido com células primordiais germinais que geram espermatozoides nos homens e ovócitos — ou óvulos — nas mulheres.

Posteriormente, criaram um "ovário reconstruído", o qual transplantaram em fêmeas vivas de camundongos, onde as células amadureceram e se transformaram em ovócitos de grande tamanho e, em seguida, em óvulos.

Os pesquisadores extraíram os óvulos maduros, os fertilizaram in vitro e em seguida os implantaram na cobaia mãe adotiva. Os pequenos camundongos nasceram com boa saúde e conseguiram se reproduzir normalmente ao chegarem à idade adulta.

"Nosso sistema ajuda a criar uma base sólida para pesquisar além e reconstituir as células germinais femininas in vitro, não só em camundongos, mas também em outros mamíferos, inclusive humanos", escreveu o coordenador do estudo, Katsuhiko Hayashi.

Fonte: Veja.com

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