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28/09/2012 - Crianças obesas têm risco até 40% maior de sofrer infarto no futuro

Estudo que revisou mais de 60 pesquisas sobre obesidade infantil concluiu que os riscos do excesso de peso na juventude são maiores do que se pensava.

A obesidade infantil pode trazer mais riscos do que se supunha anteriormente, concluiu um extenso estudo publicado nesta quarta-feira na revista British Medical Journal (BMJ). Segundo a pesquisa, realizada na Universidade de Oxford, na Inglaterra, crianças obesas têm um risco de 30% a 40% maior de, no futuro, sofrerem infarto ou outras doenças isquêmicas cardíacas, em comparação aos jovens que têm peso normal.

A pesquisa se baseou em 63 estudos anteriores, que analisaram 49.220 crianças e adolescentes saudáveis de 5 a 15 anos, moradores de países desenvolvidos. De acordo com o estudo, as crianças obesas e com sobrepeso apresentam maior pressão arterial e maior concentração de colesterol e de triglicérides no sangue. Esses são alguns dos fatores responsáveis por elevar os riscos cardiovasculares desse grupo, em relação ao grupo com peso normal.

mpacto — O resultado da maior prevalência de obesidade entre as crianças nos últimos anos tem provocado impacto nos consultórios dos cardiologistas, de acordo com o médico João Vicente da Silveira, do Hospital São Luiz. "“Estamos observando que os jovens estão tendo doenças cardiovasculares cada dia mais cedo"”, diz o cardiologista. Ele acrescenta que os grandes vilões são comida em excesso e sedentarismo.

Enquanto os riscos cardiovasculares passam a ser mais significativos apenas quando a criança entra na fase adulta, a obesidade infantil também representa risco imediato, de acordo com a endocrinologista Claudia Cozer, diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). Ela conta, por exemplo, que é cada vez mais comum crianças e adolescentes desenvolverem a diabete do tipo 2 e também níveis elevados de ácido úrico.

Em um editorial que acompanhou o estudo, os especialistas Lee Hudson e Russell Viner, do Instituto de Saúde Infantil da Universidade College London, afirmam que esses resultados “fornecem uma ilustração dramática da ameaça que a obesidade infantil representa para a carga de doenças na população mundial". “Enquanto isso”, escreveram, “as descobertas nos desafiam a repensar nossas abordagens para identificar anormalidades cardiometabólicas em crianças obesas."

(Com Agência Estado)

Fonte: Veja.com

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