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04/09/2012 - Crises de enxaqueca costumam diminuir durante gravidez

A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça que atinge cerca de 20% das mulheres brasileiras. Para a maioria delas, engravidar pode trazer o alívio dos sintomas. Alguns estudos apontam, no entanto, um lado negativo. As mulheres com enxaqueca teriam também maiores índices de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como a pré-eclâmpsia, mas não há um consenso médico quanto a isso.

Esse tipo de dor de cabeça está associado a dor latejante de um lado da cabeça, enjoo, intolerância a claridade, barulho e odores. Os sintomas costumam durar de 4 a 72 horas e pioram com exercício físico.

As causas exatas da enxaqueca ainda são incertas, mas sabe-se que ela é uma doença hereditária e que há fatores desencadeantes das crises de dor de cabeça, que variam de pessoa para pessoa.

Durante a gravidez, os níveis de estrógeno (hormônio feminino) se estabilizam e, com isso, as crises costumam diminuir. "Os livros médicos costumam dizer que a gravidez é o melhor tratamento para a enxaqueca", brinca Marcelo Ciciarelli, neurologista e presidente da Sociedade Brasileira de Cefaleia.

Quando as crises não diminuem, as mulheres podem ter que readaptar o tratamento. Muitos dos medicamentos usados para reduzir a dor devem ser evitados durante a gravidez. "Deve-se levar em consideração a saúde do feto", orienta Marcelo. Caso a mulher use algum medicamento, os mais aceitos costumam ser o paracetamol ou alguns anti-inflamatórios, sob orientação médica.

Outras medidas, como ficar de repouso num quarto escuro, fazer aplicações de bolsa de gelo ou usar técnicas de relaxamento e medidas respiratórias, também podem ajudar. Ioga e acupuntura são recomendadas para diminuir as crises. "A enxaqueca é uma doença benigna. Se a mulher puder resistir à dor, melhor. Ela pode buscar medidas alternativas", afirma Marcelo.

Riscos
Mulheres com enxaquecas devem estar atentas a crises com muitos vômitos. "O risco da enxaqueca na gravidez vai acontecer quando a dor vier acompanhada de muita náusea e vômito, o que pode desidratar o organismo. Mas isso é muito raro", afirma o neurologista.

Um estudo divulgado na revista científica Cephalalgia, publicada pela Sociedade Internacional da Cefaleia, aponta a relação da enxaqueca com doenças cardiovasculares na gestação. O estudo analisou 702 mulheres grávidas de três maternidades do norte da Itália e constatou que a hipertensão gestacional era comum a 9% das mulheres com enxaqueca. O índice entre mulheres sem a dor foi de 2,5%.

"Pessoas com enxaqueca estão associadas a histórico familiar de hipertensão e o desenvolvimento de hipertensão gestacional indica mais chances de ter acidentes cardiovasculares. Isso significa que uma "suscetibilidade genética" a desordens cardiovasculares é presente em mulheres com enxaqueca", disse aoTerra Fabio Facchinetti, um dos autores do estudo. Segundo ele, problemas no endotélio (camada interna dos vasos) estariam presentes tanto na enxaqueca quanto nos problemas cardiovasculares.

Marcelo discorda da relação entre enxaqueca e problemas cardiovasculares na gestação. "A enxaqueca é uma doença cerebral, não é uma doença do vaso", diz. De acordo com ele, apenas a enxaqueca com aura (menos de 20% dos casos de enxaqueca) indica maiores chances de desenvolver problemas cardiovasculares. "O mecanismo pelo qual isso acontece não é muito bem conhecido", conta.

Fabio orienta, no entanto, que as mulheres com enxaqueca estejam atentas à possibilidade de problemas cardiovasculares durante a gestação. "Se os ataques mantiverem ou piorarem seu padrão após a 20ª semana, essas mulheres precisam de um controle mais rígido de sintomas de hipertensão gestacional", diz.

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fonte: Terra

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