Newsletter

Nome:
E-mail:

Notícias

31/08/2012 - Pesquisa do Incor pode mudar exame para diagnóstico de doença coronariana obstrutiva

Segunda o estudo, coordenado pela universidade americana Johns Hopkins, a tomografia computadorizada é capaz de diagnosticar com mais precisão quais pacientes precisam de procedimentos invasivos, como a angioplastia.

Atualmente, pacientes com dor torácica, mas sem diagnóstico de infarto, precisam fazer dois exames: o cateterismo, que identifica o grau de obstrução das artérias do coração, e a cintilografia com estresse, que avalia como está o fluxo sanguíneo na região obstruída. Por ser um procedimento invasivo, o cateterismo expõe o paciente a um maior risco de complicações, como perfuração de vasos sanguíneos. E a cintilografia representa exposição à radiação. Ambos os exames devem ser substituídos pela tomografia computadorizada de 320 cortes (TC 320), que produz imagens precisas do coração sem necessidade de cateterismo e com menor radiação (quando comparado ao TC 320, a cintilografia representa uma exposição 50% maior à radiação).

A eficácia do exame foi comprovada pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP (Incor), que participou do estudo internacional CORE320, validando a técnica para o diagnóstico de doença coronária. Segundo a pesquisa, coordenada pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, o exame TC 320 é capaz de diagnosticar com mais precisão quais pacientes precisam de procedimentos invasivos, como a angioplastia. O estudo foi apresentado nesta terça-feira durante o Congresso Europeu de Cardiologia, na Alemanha.

"É preciso decidir como o fluxo sanguíneo foi afetado antes de se decidir pelo tratamento", diz Carlos Rochitte, coordenador da pesquisa no Incor e primeiro autor do estudo. De acordo com o especialista, cerca de 60% das pessoas que passam pelo cateterismo não têm obstrução ou têm o problema em grau mínimo (o equivalente a até 49% do diâmetro do vaso). "Nessa condição, não é necessário um tratamento invasivo com angioplastia ou cirurgia de revascularização", diz Rochitte.

O TC 320 entraria, então, para substituir ambos os exames. Ele consegue prever com 89% de certeza quais pacientes não têm obstrução importante — e que não precisam ir para a mesa de cirurgia. O índice de acerto sobe para 93% quando o grupo de voluntários selecionados é de apenas pessoas que não têm histórico de doença coronária prévia.

Nos pacientes com obstruções graves, e que necessitem de intervenção cirúrgica, o TC 320 é mais eficiente em apontar a quantidade e os locais aonde estão instalados esses bloqueios nos vasos. Todos os voluntários serão acompanhados por mais cinco anos, para avaliação de possíveis eventos cardíacos como infarto, internações por problemas no coração e eventuais cirurgias cardíacas.

fonte: Veja

Laboratório Grams Perini - Todos os direitos reservados

Fone: (51) 3653-3555