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Dúvidas mais freqüentes

Sempre existem dúvidas em relação a exames laboratoriais. Em vista disso, respondemos as perguntas mais freqüentes. Em caso de dúvidas, nosso e-mail é gramsperini@gramsperini.com.br

1 - A alimentação interfere nos resultados de colesterol e triglicerídeos?

Sim, principalmente no de triglicerídeos. Por exemplo, alguém com triglicerídeos elevado, se comer uma dieta rígida nos dias anteriores à coleta do exame terá um resultado falsamente baixo. Já uma pessoa com triglicerídeos normais, mas que come uma feijoada no dia anterior à coleta, apresentará resultado falsamente alto. Para triglicerídeos, você deve manter a sua dieta habitual nos 5 dias que antecedem os exames. Dieta habitual é a que você costuma comer no seu dia-a-dia. O ideal é não mudar a alimentação. É fundamental jejum de no mínimo 12 horas para a coleta do sangue, na dosagem de triglicerídeos e frações do colesterol.

2 - Como tem que ser a alimentação para os resultados de triglicerídeos serem confiáveis?

Você deve manter a sua dieta habitual nos 15 dias que antecedem os exames.
É fundamental jejum de 12 a 14 horas para a coleta do sangue.

3 - Por que quando se tira sangue para exame o local às vezes fica roxo?

Isso chama-se hematoma: extravasamento de sangue para fora da veia. Ele pode ocorrer em determinadas situações, tais como: veias finas, delicadas, com muita pressão; falta de boa compressão no local da punção; e paciente usando algum medicamento que altera a coagulação do sangue, entre os quais a aspirina, ou fragilidade da parede das veias (fragilidade capilar).

4 - No caso de exame de urina, tem que ser sempre a "primeira urina da manhã"?

Preferencialmente sim e a critério do seu médico, mas se não for possível, a urina poderá ser colhida em qualquer horário do dia, mas com um cuidado antes do exame: permanecer 4 horas sem urinar. Dará o volume ideal e qualidade para uma boa coleta. O ideal é que seja colhida em frasco apropriado, fornecido pelo laboratório.

5 - Urina só pode ser colhida no laboratório?

Vai depender do tipo de exame. Para cultura, o ideal é que seja no laboratório. Já a urina para EQU, que é o mais comum, pode ser em casa mesmo. O importante é levar o quanto antes ao laboratório.

6 - Para colher o exame de fezes, a pessoa precisa estar em jejum?

Não. Também não precisa ser a primeira evacuação do dia. Isso vale para todos os tipos de exame de fezes. Para a comodidade do cliente é melhor o que material seja colhido em casa, em frasco apropriado e acondicionado na geladeira até a hora de levar ao laboratório.

7 - Exame de sangue tem que ser sempre em jejum?

Não. O hemograma completo, por exemplo, dispensa o jejum. Já glicemia e triglicérides exigem que você fique várias horas sem comer. O tempo de jejum varia de acordo com o exame.

8 - Exames que pedem jejum têm que ser feitos sempre de manhã?

Nem todos. Desde que obedeçam ao tempo estipulado de jejum, alguns podem ser colhidos, inclusive à tarde, sem problemas.

9 - Bebidas alcoólicas podem alterar resultados de exames?

Sim, especialmente o de triglicerídeos. Uma dose de uísque, uma cerveja ou um copo de vinho na véspera é suficiente para elevar os seus níveis, falseando os resultados. Por isso, o ideal é, antes do exame, ficar três dias sem ingerir qualquer bebida alcoólica. Importante: o álcool também pode alterar o colesterol.

10 - Qualquer exame pode ser feito à tarde?

Alguns, não. Como por exemplo, as dosagens de cortisol, ferro e ACTH (hormônio adrenocorticotrófico). Esses exames devem ser realizados obrigatoriamente na parte da manhã. Pois é nessa parte do dia que tais substâncias têm um pico no organismo.

11 - Água "quebra" o jejum?

Não. Mas convém toma-la com moderação. O excesso interfere nos exames de urina. Se seu exame envolve algum tipo de anestésico, você não poderá beber água.

12 - Menstruação interfere nos exames?

Em exames de sangue geralmente não, mas, em alguns exames, como de urina, pode causar. Por isso o ideal é fazê-lo fora do período menstrual. Se necessário, a urina pode ser colhida, adotando-se dois cuidados: higienização na hora do exame e uso de tampão vaginal, para evitar que o sangue menstrual contamine a urina. Diversos hormônios variam com a fase do ciclo menstrual e portanto é importante que o médico saiba em que fase do ciclo ele foi realizado, por isso algumas vezes a recepcionista pergunta qual a data da última menstruação.

13 - Por que há orientação para desprezar o primeiro jato de urina quando vamos fazer esse exame?

O primeiro jato de urina carrega células e secreção que podem estar presentes na uretra. Quando se avalia uma possível infecção urinária, é importante que o material examinado não esteja contaminado com material da uretra. Daí a necessidade de desprezar o primeiro jato e coletar o jato médio, ou seja, uma urina que representa apenas o material que está na bexiga.

14 - O que é a dieta habitual exigida por certos exames?

É a que você costuma comer no seu dia a dia. Portanto, essa instrução significa apenas o seguinte: não mude a alimentação.

15 - Atividade física atrapalha os exames de laboratório?

Alguns, sim. Por exemplo, os de glicemia e dosagem de fator VIII de coagulação. Tanto que, antes de fazê-los, você não pode ter se submetido a qualquer esforço físico. Além disso, lembre-se: os exames laboratoriais são padronizados para a realização em condições ideais, bem definidas. É o que os médicos chamam de condições basais. Em conseqüência, testes feitos após esforços físicos terão eventualmente valores diferentes dos que você tem.

16 - Jejum muito prolongado altera resultados de exames?

Um tempo de jejum muito prolongado (superior a 14 horas) também causa variações nos exames. Cada paciente, cada exame e cada situação devem ter suas particularidades analisadas de forma a se obter o melhor resultado dos exames. Para evitar alterações nos resultados, o laboratório não recomenda a coleta de exames após jejum prolongado, mas o médico do laboratório poderá ser consultado para avaliar cada caso em particular.

17 - Remédios interferem em exames laboratoriais?

Alguns, sim. Os antibióticos e os antiinflamatórios, por exemplo, interferem nos testes de coagulação do sangue, normalmente solicitados em pré-operatórios. Portanto, quaisquer que sejam os remédios que esteja sendo tomando, avise o atendente antes do exame. Caso um deles interfira, você terá que conversar com o seu médico sobre a possibilidade de suspendê-lo por alguns dias. Se a interrupção não for possível, esse dado terá que ser levado em conta na avaliação do resultado.

18 - Novalgina também dá problema nos exames?

Sim, no de creatinina. O uso de remédios contendo dipirona - a Novalgina é um deles - pode fazer com que o resultado da creatinina dê mais baixo do que o real, dependendo do método utilizado. Por isso, ao fazer esse exame, que avalia se os rins estão funcionando em, o ideal é evitar o medicamento nos três dias anteriores. Ou se não puder, informar sempre ao atendente o uso de tais medicamentos.

19 - Aspirina altera resultados de exames laboratoriais?

Sim, pode alterar. Aspirina é o nome popular do ácido acetilsalicílico. Ela está presente em muitos analgésicos e antitérmicos, tais como AAS, Buferin, Doril, Melhoral, Aspirina Forte, Cibalena, Doloxene-A e Aspirina C. Mas também em antiácidos (Alka-Seltzer e Engov), onde está associada a outras substâncias farmacológicas. Por isso, evite seu uso, principalmente em altas doses, antes da coleta de exames de laboratório. No exame “Tempo de Protrombina” não ocorre interferência da aspirina, porque este medicamento não interfere nos fatores da coagulação que são avaliados neste teste.

20 - Há alguma incompatibilidade entre as vitaminas e os exames laboratoriais?

Sim, pois elas também atrapalham certos exames. Por exemplo, a vitamina C altera o de creatinina. Já a vitamina E interfere nos testes de agregação plaquetária.

21 - Pode-se fazer exame de sangue com gripe, resfriado ou febre?

Sim. Alguns exames, aliás, são solicitados exatamente porque a pessoa está com febre. A intenção é verificar se alguma infecção é a responsável. Porém, em algumas circunstâncias, a doença responsável pela febre pode interferir nos exames destinados a avaliar aspectos metabólicos e imunológicos. Por cautela, consequentemente, consulte o seu médico ou o laboratório antes de fazer o exame.

22 - Mulher menstruada pode fazer exame de sangue?

Sim, qualquer um deles. Porém, diversos hormônios e algumas proteínas séricas variam durante o ciclo menstrual. Portanto, é fundamental que o médico saiba em que período do ciclo o seu exame foi realizado.

23 - E fumar antes de fazer exame, tudo bem?

De jeito nenhum, se forem testes de agregação plaquetária, curva glicêmica ou exame ergométrico. Nesses casos, não fume no dia do exame.

24 - Cremes e óvulos vaginais interferem no exame de urina?

Não, desde que se adotem o seguinte cuidado para não misturar esses medicamentos à urina: assepsia na hora do exame.

25 - Para alguns exames, os médicos dispensam jejum e o laboratório diz que é necessário. Que orientação eu devo seguir?

A boa prática laboratorial recomenda que, para a maioria dos exames de sangue, a coleta seja realizada após um período mínimo de oito horas de jejum, para adultos. Crianças e recém-nascidos devem ter este prazo reduzido ou até mesmo abolido, dependendo de cada situação clínica. Para cada exame, porém, pode haver necessidade de orientação específica, pois a concentração das substâncias dosadas, como a glicose, por exemplo, varia de acordo com o tempo após a ingestão do alimento. Em dúvidas específicas, o laboratório poderá esclarecer com seu clínico a necessidade.

26 - Dói colher sangue para exame?

Normalmente, não, pois o procedimento dura segundos. Mas isso vai depender da sensibilidade de cada paciente.

27 - Por que pacientes saudáveis podem apresentar variação do valor de referência sem significar doença?

O paciente ao receber seu exame de laboratório, geralmente, lê observações sobre o resultado do mesmo e sua interpretação. Os valores de referência são estabelecidos medindo-se os valores do teste para uma determinada população de voluntários saudáveis. A análise estatística é feita (valor de referência é definido dentro de 2 desvios padrão da média). Geralmente abrange-se 95% da população, ou seja, 5% embora saudável tenha valor diferente do de referência. Poderíamos dizer, em princípio, que para cada exame feito a pessoa tem a possibilidade de 5% do mesmo estar fora dos valores de referência sem apresentar doença.

28 - Porque somente o médico deve interpretar o exame de laboratório?

O exame laboratorial é uma continuidade da história clínica e exame físico realizado pelo médico, portanto o médico de referência para pressão arterial, freqüência cardíaca, etc., estabelece-se valores para a glicose, colesterol, etc. O significado dessas alterações deve ser um somatório, não um dado isolado. Assim o exame será uma conduta médica dentro da necessidade do paciente.

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